Plataforma Acervo UNE 89 anos disponibiliza fotos, vídeos, entrevistas e documentos históricos, além de uma linha do tempo com os presidentes da entidade

Com o intuito de preservar a memória histórica do movimento estudantil brasileiro, o site Acervo UNE 89 anos já está no ar.

O proponente desse projeto foi o Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ) e a pesquisa foi realizada por professores e pós-graduandos do Instituto de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) em conjunto com a Associação Raízes da Tradição. O trabalho recuperou e disponibilizou fotos, entrevistas, documentos históricos e vídeos dessas quase nove décadas de atividades dos estudantes organizados.

A página acervodaune.com.br traz ainda uma linha do tempo com os presidentes eleitos desde a fundação da entidade.

A expectativa é que a disponibilização desse material fortaleça a consulta e a pesquisa, amplie o acesso público e facilitando as pontes entre memória, formulação política, participação popular e difusão de políticas públicas para a juventude.

Rumo aos 90 anos

Para a UNE, a memória é instrumento de luta. Reconhecer os protagonistas que fizeram a entidade chegar até aqui é afirmar uma identidade e aprender com ela para transformar o presente. A história do movimento estudantil continua sendo escrita todos os dias.

“Há gerações inteiras de estudantes que construíram a história do Brasil e muitas dessas histórias ainda precisam ser contadas. Rumo aos 90 anos da UNE, queremos reencontrar essas vozes, preservar documentos, imagens, relatos e experiências e colocá-los em diálogo com os estudantes de hoje”, destacou a presidenta da UNE, Bianca Borges.

A presidenta da Raízes da Tradição, Ana Paula Jones, lembrou que o grupo vem trabalhando na linha do tempo desde novembro de 2025 e no resgate do fio condutor da memória do movimento estudantil, para a celebração dos 90 anos da UNE. “‘Quando você não sabe quem foi, você não sabe quem é, e, portanto, não sabe pra onde está indo. Quando esquecer pra onde está indo, deve voltar de onde veio’. Esse dizer africano do mestre griô Sotigui Kouyatê, é a base do nosso trabalho. A oportunidade de trazer essa consciência e disponibilizar parte da história do movimento estudantil para a juventude atual e as futuras gerações, é a certeza da continuidade do Legado da luta pela democracia no Brasil. Só posso dizer que esse trabalho tem sido tão mágico quanto desafiador”, afirmou.

Além da Raízes da Tradição, professores e alunos da UFF, e do CEMJ, o projeto conta com o apoio do Arquivo Nacional, da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Cuca da UNE.

“A UNE é um dos maiores patrimônios políticos da juventude brasileira”, destacou o presidente do CEMJ, Cássio Borges. Segundo ele, o Centro reúne hoje uma parte importante desse acervo, físico e virtual, com documentos dos congressos e bienais da UNE e das campanhas da entidade em defesa da educação e das grandes causas do povo brasileiro.